É natural que soe estranho falar em viver no aqui e agora, mas a verdade é que, na maior parte do dia, nossa mente nos puxa para o passado ou nos leva para o futuro — raramente ficamos, de fato, no momento presente.
Estamos sempre ocupados com algum problema, real ou imaginado, e prestamos pouca atenção ao que está acontecendo agora. Pensando nisso, nós, do portal Conhecimento Espiritualista, preparamos o artigo abaixo. Acompanhe conosco e boa leitura!
O que é viver no aqui e agora
Viver no aqui e agora é, ao mesmo tempo, simples e desafiador: simples porque é a nossa condição mais natural, e desafiador porque sustentar essa atenção exige um trabalho interior constante. Tradições contemplativas chamam esse estado de presença plena de nirvana ou samadhi.
O presente é a capacidade de viver conscientemente, momento a momento, atento a cada experiência. Práticas de atenção plena (mindfulness) têm respaldo científico como forma de apoiar o bem-estar emocional, mental e físico — sem substituir, é claro, acompanhamento profissional quando ele for necessário.
Quando vivemos conscientemente, suspendemos por um instante os julgamentos, interpretações e comentários mentais que normalmente dirigem nossa mente. Pense na alimentação: quantas vezes você comeu prestando atenção plena a cada garfada, sem o celular ou uma conversa paralela? Raramente estamos totalmente presentes nos próprios sentidos.
Como praticar o aqui e agora
A base da prática é a atenção: perceber cada sensação, cada estímulo, em atividades que normalmente fazemos no automático. No banho, ao escovar os dentes, ao caminhar — a chave é desviar o foco dos pensamentos e trazê-lo de volta para os sentidos.
Ao entrar no carro, por exemplo, pare alguns segundos e sinta a própria respiração antes de dar partida. Ao escovar os dentes, sinta o aroma do creme dental e o movimento das cerdas. No mercado ou no escritório, deixe o celular de lado por um momento e observe as formas, os sons, os cheiros ao redor.
Uma dica simples é o “minuto de presença”: programe um alarme para tocar uma vez por dia e, quando ele soar, pare o que estiver fazendo e concentre-se por sessenta segundos apenas na percepção sensorial. É um exercício rápido para interromper o piloto automático da mente.
O passado não é o único obstáculo — a preocupação excessiva com o futuro, ou ansiedade, tem o mesmo efeito: já nos incomoda algo que ainda não aconteceu. Como escreveu o filósofo romano Sêneca, “o homem que sofre antes de ser necessário, sofre mais que o necessário”.
Isso não significa abrir mão do planejamento — organizar o futuro com calma ajuda a evitar desgaste desnecessário quando os problemas de fato aparecem. O convite é outro: buscar, no meio da rotina, os pequenos momentos de silêncio que trazem de volta a consciência do presente.
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